Postado em quinta-feira, 2 de janeiro de 2014 às 22:10

Polícia de Meio Ambiente registra mortalidade de peixes no Lago de Furnas

Peixes apareceram mortos no Lago de Furnas próximo a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Alfenas.


Alessandro Emergente

Peixes apareceram mortos no Lago de Furnas próximo a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Alfenas. O problema foi constatado pela Polícia Militar de Meio Ambiente, na manhã de quinta-feira, após diversas ligações telefônicas de moradores. A quantidade de peixes não foi informada, mas os policiais afirmaram ter sido “grande”.

Os peixes mortos, boiando às margens da represa, foram encontrados em um trecho que abrange as proximidades da AABB (Associação Atlética do Banco do Brasil), Náutico Clube e o bairro Cascalho. Segundo a PM de Meio Ambiente, somente peixes da espécie tilápia apareceram mortos.

Os policiais realizaram um patrulhamento aquático para tentar identificar uma possível causa da mortandade. Porém, segundo os militares, não foram encontrados vestígio de erosão, que possa ter conduzido terra com produto tóxico para a represa, sendo que as lavouras existentes na área, onde apareceram os peixes mortos, são antigas.

Próximo à estação de tratamento

De acordo com a PM de Meio Ambiente, no trecho da represa há apenas uma descarga de água tratada feita pela Copasa (Companhia de Abastecimento de Minas Gerais) em sua unidade de tratamento de esgoto. 

O coordenador da Secretaria de Meio Ambiente, Itamar Silva, recolheu amostras dos peixes mortos

Em agosto do ano passado, uma pesquisa, realizada pela Epamig (Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais), apontou Alfenas com o maior índice de poluição em todo o Lago de Furnas. O maior causador, segundo a pesquisa, é o esgoto in natura (sem tratamento), apesar dos consumidores pagarem pelo tratamento nas contas da Copasa. 

Segundo o coordenador do projeto Água, Minas e Nascentes, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Itamar Silva, a mortandade não atingiu os peixes que estavam nas “gaiolas”, criados pelos piscicultores.

Providências

A PM de Meio Ambiente informou que notificou a Feam (Fundação Estadual do Meio Ambiente), em Belo Horizonte, sobre o problema. Porém, alegou não ter encontrado peixes agonizando que “pudessem ser recolhidos para análise laboratorial”. Os policiais acreditam que as mortes tenham ocorrido na tarde de quarta-feira. 

Uma grande quantidade de peixes, segundo a PM de Meio Ambiente, foi encontrado na represa 

Silva disse que encaminhará três amostras dos peixes à Secretaria Municipal de Meio Ambiental para uma possível análise. A veterinária Cíntia Miranda Martins, voluntária do projeto “Água, Minas e Nascente”, informou que consultará o Conselho Regional de Medicina Veterinária para que indique um laboratório para uma análise segura de uma amostra recolhida.



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