Postado em domingo, 30 de junho de 2019 às 23:11

Parada LGBT de Alfenas chega a sua 14ª edição

A manifestação foi realizada na Praça Getúlio Vargas, integrando a Semana da Diversidade.


Da Redação

A 14ª edição da Parada do Orgulho LGBT de Alfenas foi realizada neste domingo. Os manifestantes se reuniram, mais uma vez, na Praça Getúlio Vargas, local tradicional da manifestação.

Durante a manifestação, Sander Simaglio, fundador do Movimento Gay de Alfenas e Região (MGA), aproveitou a oportunidade para criticar o governo federal pelos ataques as universidade federais. Classificou a Unifal (Universidade Federal de Alfenas) como maior patrimônio da cidade e repudiou o termo “balbúrdia”.

No final de abril, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmou que o MEC cortaria recursos de universidades que não apresentassem desempenho acadêmico esperado e estivessem promovendo "balbúrdia" em seus câmpus. A declaração polêmica rendeu inúmeras críticas ao ministro.

A Parada LGBT chegou a mais uma edição nesse final de semana (Fotos: Alessandro Emergente e Facebook/Reprodução)


As manifestações LGBT foram realizadas, nesse domingo, em várias cidades pelo mundo, como Nova York e Paris. Junho é o mês em que se comemora o Orgulho LGBT.

No início de junho, o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu criminalizar a homofobia. Dez dos onze ministros reconheceram haver uma demora inconstitucional do Legislativo em tratar do tema.

Diante desta omissão, por 8 votos a 3, os ministros determinaram que a conduta passe a ser punida pela Lei de Racismo (7716/89), que hoje prevê crimes de discriminação ou preconceito por "raça, cor, etnia, religião e procedência nacional". O racismo é um crime inafiançável e imprescritível segundo o texto constitucional e pode ser punido com um a cinco anos de prisão e, em alguns casos, multa.

Participantes da Parada LGBT de Alfenas (Fotos: Alessandro Emergente)



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