Postado em sábado, 11 de maio de 2019 às 18:06

Espuma jogada no leito do Rio Sapucaí Mirim preocupa moradores de Pouso Alegre

Problema seria causado por esgoto lançado na água sem tratamento; Copasa nega ser responsável.


Uma espuma jogada no leito do Rio Sapucaí Mirim está preocupando moradores e vereadores de Pouso Alegre. O material estaria sendo jogado na água junto ao esgoto da cidade, que estaria sem tratamento, conforme apontado pela Câmara Municipal. Agora o município pede uma solução para a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), mas ela nega ser responsável pelo problema.

Segundo levantando por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na câmara da cidade, o esgoto está sendo jogado na água in natura, ou seja, sem qualquer tipo de tratamento. A espuma sai das manilhas e cai direto no rio.

“Aqui é apenas um ponto, das dezenas de pontos que existem no nosso município, que tem lançamento irregular de esgoto in natura diretamente nos nossos corpos hídricos, digladiando o nosso meio ambiente, prejudicando a nossa população”, afirma o vereador Leandro Morais (PPS).

O cheio no local é forte e moradores dizem que, dependendo do dia, a espuma chega a até dois metros de altura, o que é possível constatar pelas marcas de umidade no barranco. Um vídeo feito por moradores também mostra a situação.

A taxa de esgoto cobrada na cidade é de 92,5% sobre o valor da água, o que quase dobra a conta no fim do mês. A cobrança revolta os moradores ao ver a cena no leito do Rio Sapucaí Mirim.

“Um serviço que nós pagamos por ele e não é prestado em toda a cidade, então a gente fica indignado, como morador aqui da cidade, de não haver o tratamento 100% desse esgoto”, afirma o advogado Luiz Felipe de Lima.

Outros pontos

O rio sofre com o despejo de esgoto em diversos pontos. No bairro Jatobá, as manilhas estão soltas há anos e, por isso, os moradores acreditam que tudo está indo direto para o rio.

“Hoje não existe tratamento em Pouso Alegre. A gente bem já sabe que não existe. É só uma maquiada para enganar a população. E nós estamos sendo enganados e pagando a tarifa de 92%, né?”, questiona o lubrificador Altieres Carneiro.

A situação foi parar na prefeitura que, recentemente, entrou com uma ação civil pública contra a Copasa por deficiência do serviço prestado.

“A Justiça deu um prazo de 30 dias para que a Copasa mapeie e cesse o lançamento irregular de esgoto in natura em todos os corpos hídricos do nosso município. Esse prazo já começou a contar”, explica o vereador.

A Justiça entendeu que o tratamento deve ser feito, mas não suspendeu a cobrança da taxa de esgoto. A prefeitura e a Copasa ainda podem recorrer da decisão.

“Nós estamos esperançosos. Esperamos que o Tribunal (de Justiça) reveja essa situação e bote fim a essa cobrança que a meu ver é abusiva e irregular”, completa Morais.

O que diz a Copasa

Em contato com a EPTV Sul de Minas, afiliada da Rede Globo, a Copasa disse que o problema na região se dá por conta das galerias pluviais, que “não são de responsabilidade da empresa”. E que a espuma “não se trata de lançamento de esgoto no rio”. A empresa diz ainda que o mau cheiro vem da movimentação de “resíduos acumulados no fundo da lagoa”.

FONTE: G1



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