Postado em quinta-feira, 22 de novembro de 2018 às 23:11

Acusado de matar adolescente vai a júri popular no final de novembro

Lucas de Assis Ferreira foi denunciado pelo Ministério Público pelo assassinato de Giovana da Costa de Cillo em 2016.


Alessandro Emergente

Lucas de Assis Ferreira, denunciado pelo Ministério Público pelo assassinato da adolescente Giovana da Costa de Cillo, em fevereiro de 2016, será julgado no dia 30 de novembro por um júri popular. O caso teve grande repercussão na imprensa na época, quando a adolescente de apenas 14 anos foi encontrada sem vida em uma estrada próxima ao Distrito Industrial, em Alfenas.


A sessão de julgamento será no Fórum Milton Campos, em Alfenas, comarca onde tramita o processo. Ferreira, hoje com 28 anos, está recluso no Presídio de Ribeirão das Neves, onde aguarda julgamento desde março de 2016, quando a Justiça decretou a sua prisão. No mês seguinte daquele ano, em abril, ele foi indiciado pela Delegacia de Homicídios de Alfenas

O corpo da adolescente foi localizado na manhã de um domingo, 14 de fevereiro de 2016. Ela foi morta por estrangulamento e seu corpo foi localizado com as partes íntimas despidas. O exame do material genético, colhido no corpo da adolescente, comprovou que havia o DNA de Ferreira.

Relacionamento entre acusado e vítima

O acusado e a adolescente mantinham um relacionamento amoroso, segundo apontou as investigações. Na noite do crime, eles teriam se relacionado sexualmente, usado cocaína e bebida alcóolica e, após um desentendimento, ela teria sida assassinada pelo acusado, segundo a denúncia feita pelo Ministério Público.


A adolescente tinha 14 anos quando foi morta (Foto: Arquivo/Reprodução redes sociais)


Para a 5ª Promotoria de Justiça, representada pelo promotor Frederico Carvalho de Araújo, o crime foi cometido por motivo fútil, uma vez que o estopim da conduta do acusado foi um desentendimento sobre o relacionamento amoroso existente entre o casal.

Em depoimento à Polícia Civil, em 6 de abril de 2016, Ferreira confessou o crime. Disse que mantinha um relacionamento com a adolescente há cerca de um ano e, que na noite do crime, os dois se relacionaram sexualmente e consumiram cocaína. Em determinado momento, segundo a versão do acusado, os dois teriam se desentendido sobre a relação e, então, Giovanna teria avançado contra ele, que – por sua vez - apertou o pescoço da vítima.

Os autos do processo penal, que tramita na 2ª Vara Criminal da Comarca de Alfenas, apontam que Ferreira chegou a ser agredido por outros detentos no Presídio de Alfenas. O caso teria ocorrido em 1° de março de 2016, logo após a Polícia Civil pedir a sua prisão temporária.

Contradições

O pedido de prisão temporária foi após Ferreira apresentar contradições em seus depoimentos. Uma dessas contradições foi o de que ele teria passado a noite com o irmão, o lutador de jiu-jitsu Carlos Ferreira, conhecido como Camburão, que confirmou a versão. Porém, as investigações apontaram que essa informação não era verdadeira. 

Um vídeos em que Lucas Ferreira aparece confessando o crime chegou a circular na época (Foto: Reprodução/Whatsapp)


Antes de confessar o crime, Ferreira apresentou versões diferentes. No primeiro depoimento à Polícia Civil, no dia 15 de fevereiro, disse que não conhecia a adolescente. Em outro depoimento, em 1° de março, afirmou que a conhecia de “vista” da praça do bairro Pinheirinho.

Apesar de inicialmente negar que conhecia Giovanna, as investigações da Polícia Civil demonstraram que Ferreira estava com a adolescente na noite do crime em um bar próximo à estrada onde o corpo da menina foi encontrado. Além disso, apontaram as investigações na época, a adolescente era vista constantemente na residência do acusado, localizada no conjunto habitacional Jardim das Alterosas.

Na noite posterior ao crime, um vídeo com Ferreira confessando o crime circulou em aplicativos de whatsapp. Porém, esse material não foi anexado ao inquérito policial, uma vez que o jovem aparece relatando o caso sob tortura e não se trata de um depoimento oficial.

A sessão de julgamento está marcada para ter início às 8h30 do dia 30 de novembro, uma sexta-feira.



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