Postado em quarta-feira, 4 de julho de 2018 às 02:02

Índice de desenvolvimento de Alfenas cai em 4 anos

O Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) de Alfenas sofreu quedas nos últimos quatro anos do estudo (de 2012 a 2016), derrubando a cidade no ranking mineiro.


Alessandro Emergente

O Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) de Alfenas sofreu quedas nos últimos quatro anos do estudo (de 2012 a 2016), derrubando a cidade no ranking mineiro. A mais nova edição do IFDM foi divulgada na semana passada e tem como base os indicadores do ano de 2016.

Na mais nova edição do IFDM, Alfenas aparece com a pontuação 0,8179, abaixo dos 0,8665 alcançado em 2012, quando obteve o melhor desempenho desde o início do estudo. O primeiro ano-base foi 2005, quando a cidade obteve 0,7519.

A queda nos últimos quatro anos da série fez com que Alfenas caísse da 7ª colocação no ranking em Minas Gerais (em 2012) para o 21° lugar no Estado (em 2016). A posição alcançada no ranking mineiro em 2012 foi a melhor já obtida pela cidade na série histórica do IFDM.

O estudo da Firjan (Federação da Indústria do Rio de Janeiro) é realizado anualmente considerando três indicadores: 1) saúde, 2) educação e 3) emprego e renda. A partir desses três indicadores, o estudo aponta o índice consolidado, o IFDM.

Emprego e renda travam

O principal entrave para a melhora do IFDM tem sido emprego e renda. Dos três itens analisados, ele é o único considerado apenas como desenvolvimento moderado, com 0,6925. Os outros dois indicadores aparecem com a classificação “alto desenvolvimento”. A educação obteve nota de 0,8753 e a saúde foi melhor: 0,8860.

O índice relativo a emprego e renda travam o IFDM de Alfenas (Foto: Arquivo/Alfenas Hoje)


Os piores índices desde que a série do IFDM foi iniciada foram registrados nos primeiros anos de estudo. De 2005 a 2008, o IFDM de Alfenas ficou abaixo de 0,8 – a partir desse índice a Firjan passa a classificar a cidade como sendo de “alto desenvolvimento”.

De 2009, quando atingiu 0,8017, a 2012 houve um crescimento gradual ano a ano. Depois de atingir o seu maior índice (0,8665), o IFDM voltou a cair a cada ano: 0,8617 (2013), 0,8395 (2014) e 0,8006 (2015). Em 2016, o IFDM apresentou uma leve recuperação, mas bem abaixo do registrado em 2012.

Referência

Elaborado desde o ano-base 2005, o IFDM se tornou referência no país, por ser o único índice anual que acompanha as três principais áreas de desenvolvimento (emprego e renda, educação e saúde), com recorte municipal e cobertura nacional. O resultado de 2016 mostra que alto grau de desenvolvimento atinge apenas 431 municípios. São os que têm mais de 0,8 ponto - a maior parte nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

Na avaliação de especialistas da Firjan, a crise econômica fez com que o desenvolvimento dos municípios retrocedesse três anos, ficando abaixo do patamar de 2013. O resultado desse cenário, segundo a Firjan, foi o fechamento de postos formais de trabalho e a menor evolução nas áreas de educação e saúde em 10 anos.

“De modo geral, a melhora do IFDM passa por uma política macroeconômica que favoreça a geração de empregos no país. Do contrário, pode inclusive se reverter em queda nas vertentes educação e saúde”, analisa Jonathas Goulart, coordenador de Estudos Econômicos da Federação.



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