Postado em quinta-feira, 7 de junho de 2018 às 19:07

Comissão para acessibilidade e mobilidade urbana será formada

Uma comissão para acompanhar o Plano Municipal de Mobilidade e Acessibilidade, que deverá ser apresentado pelo governo, será formada em Alfenas.


Da Redação

Uma comissão para acompanhar o Plano Municipal de Mobilidade e Acessibilidade, que deverá ser apresentado pelo governo, será formada em Alfenas. A decisão saiu de uma audiência pública, realizada na noite de quarta-feira, pela Câmara Municipal. A iniciativa foi do vereador João Carlos Tercetti (PRP), que presidiu as discussões.

Representantes da sociedade civil foram indicados para compor a comissão durante a audiência, mas ainda será complementada com a oficialização de representantes do governo. O representante da Câmara será Tercetti. O objetivo do encontro foi o de mapear políticas públicas que visem melhorias de acessibilidade e mobilidade em Alfenas, tanto em prédios públicos quanto privados, além das vias públicas.

Durante a audiência pública, Eustáquio José de Oliveira, da Coordenadoria Especial de Apoio e Assistência à Pessoa com Deficiência (Caade) propôs uma dinâmica para chamar a atenção dos participantes. Pediu para os debatedores trocarem de lugar com o público, que passou a ocupar a área reservada as autoridades.

Com essa dinâmica, Oliveira demonstrou que a mudança só é possível com a ação de cada um e com a necessidade de todos saírem da zona de conforto. “Acessibilidade é sentir na pelo o que outro passa”, comentou.

Eustáquio Oliveira (camiseta azul) propôs uma dinâmica para chamar a atenção dos participantes (Foto: Ascom/Câmara Municipal)


A promotora de Justiça Giselle Araújo disse que a sociedade deve ser protagonista da transformação social em uma democracia direta e a audiência efetiva essa prática. A fala da representante do Ministério Público foi em tom crítico aos movimentos de apoio ao autoritarismo. “Só estamos aqui (na Câmara Municipal) por ser uma democracia”, enfatizou.

A promotora também enfatizou a Constituição Federal de 1988 como uma “constituição cidadã” e afirmou que é preciso adotar politicas públicas para que igualdade formal seja colocada em prática. Para ela, a acessibilidade vai além da mobilidade. Enfatizando a diferença entre os conceitos, disse que é preciso garantir as pessoas com deficiências acesso, por exemplo, as ferramentas digitais com a disponibilização do braile.

A audiência pública contou com a presença do prefeito Luiz Antônio da Silva Luizinho/PT) e de vários vereadores, como Antônio Carlos da Silva (Dr. Batata/PSB), Kátia Goyatá (PDT) e o presidente da Câmara, José Carlos de Morais (Carlinho Vardemá/MDB), além de Tercetti que presidiu a audiência pública.

O ex-secretário de Direitos Humanos, Nilmário Miranda, a arquiteta e urbanista Lilian Mara de Castro Azevedo, o inspetor chefe da Inspetoria do CREA-MG, Antônio Azevedo, o presidente da Asseara (Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos da Região de Alfenas), Luiz Carlos Pelegrin, membro do Comdalf (Conselho Municipal das Pessoas com Deficiência), Carmem dos Santos Oliveira, a coordenadora do Curso de Pedagogia da Unifenas (Universidade José do Rosário Velano) e membro do Comdalf, Maria Cristina da Silva, o professor do Curso de Arquitetura da Unifenas, Samir Set El Banate, a pró-reitora de extensão da Unifal (Universidade Federal de Alfenas), Eliane Garcia Rezende, a coordenadora do Núcleo de Acessibilidade da Unifal, Débora Felício dos Santos e o professor do Curso de Geografia da Unifal, Evânio dos Santos Branquinho.



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