Postado em segunda-feira, 25 de novembro de 2013
às 09:26
Cafeicultores brasileiros desamparados com queda dos preço do café arábica
Os galhos negros e secos, queimadas pelo sol, se quebram entre os dedos do engenheiro agrônomo e revelam grãos de uma cor verde pálida
Do Portal do Agronegócio
“É um bom café, deveria estar no secador, pronto para a exportação”, lamenta Celsio Scanavachi, técnico da cooperativa Coopinhal, no norte de São Paulo.
Contudo, a seu redor os arbustos ainda estão cobertos de grãos negros. “A produtora abandonou 40% da colheita, porque o preço da venda não compensa o custo da colheita”, explica.
As perspectivas de produção recorde nos principais países produtores de café do mundo – Brasil, Colômbia, Vietnã – derrubaram a cotação do café arábica há várias semanas.
No dia 7 de novembro, a libra de café foi cotada em Nova York a 1,0095 dólar, o preço mais baixo em sete anos.
No Brasil, maior produtor e exportador de café do mundo, os cafeicultores ganham 95 dólares por saco de 60 quilos, enquanto os custos de produção superam os 151 dólares nesta região do estado de São Paulo, Espírito Santo do Pinhal.


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