Postado em sábado, 28 de novembro de 2020
às 12:26
O poder local tem papel crucial na reconstrução da democracia
A agenda política progressista parece não ter dado a devida importância às conexões entre a questão municipal, a questão democrática e as políticas urbanas.
Em 2020 teremos as primeiras eleições após a ascensão dos partidos de ultradireita para o centro do cenário político brasileiro, ainda na esteira do golpe de 2016. Com praticamente metade de seu mandato completo, a eleição pode servir de referendo para o governo Bolsonaro e sua avalanche conservadora no Congresso, nas assembleias e nos governos estaduais. Ainda que uma guinada à direita ou à esquerda nas prefeituras e câmaras de vereadores possa indicar se existe esperança de um fim para a tresloucada aventura fascista em que o Brasil se enfiou neste começo de século XXI – aventura com resultados possivelmente catastróficos para o futuro tanto de nossa população e da nação quanto do próprio bioma em que estamos inseridos –, é uma pena que esse embate ofusque a importância das eleições municipais, onde deveriam ser apresentadas e debatidas as políticas públicas que atingem de maneira mais direta a população. Precisamos falar sobre o avanço predatório da direita não apenas sobre as instituições democráticas da República, mas também sobre os efeitos práticos que uma avalanche conservadora nas eleições municipais teria para o futuro das cidades brasileiras, principalmente em tempos de pandemia.
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