Postado em sábado, 11 de janeiro de 2020 às 10:03

Por que é perigoso realizar ressonância magnética se você fez micropigmentação

A micropigmentação de sobrancelhas é um procedimento que tem se popularizado ...


 
DIRK OTT/SHUTTERSTOCK

A micropigmentação de sobrancelhas é um procedimento que tem se popularizado e, se feito em locais adequados, não oferece grandes riscos à saúde - mas pode se tornar perigoso caso a pessoa precise fazer alguns tipos de exames de imagem.

Micropigmentação e tatuagem interferem na ressonância

A ressonância magnética é um exame usado para gerar imagens do interior do corpo de forma mais detalhada que, por exemplo, uma radiografia (já que é capaz de registrar mais tecidos e processos do organismo), e ele faz isso com uma tecnologia que envolve - como o próprio nome indica - campos magnéticos.

De forma simplificada, o aparelho de ressonância magnética funciona como um grande ímã e, por isso, atrai metais que ficam próximos dele. Devido a esta capacidade da máquina, pacientes são orientados a retirar do corpo todos os acessórios de metal antes de realizar o exame, mas eles não são os únicos que oferecem riscos.

Em geral, pacientes que possuem marcapasso ou outras estruturas metálicas dentro do corpo (como pinos, por exemplo), não podem realizar esse tipo de exame - e, dependendo de certas circunstâncias, quem tem desenhos feitos com pigmentos artificiais na pele, como tatuagens ou micropigmentação (seja ela nas sobrancelhas, nos lábios ou para cobrir manchas), também não.

Isso porque, de acordo com a dermatologista Fabiana Seidl, diversos destes pigmentos contêm metais na composição. “O problema acontece quando há contato do campo magnético da ressonância com algum metal pesado existente no pigmento, como o ferro, por exemplo”, explica a médica.

Conforme explica Fabiana, quando há ferro ou outros metais na composição do pigmento usado para fazer a tatuagem ou a micropigmentação e a pessoa realiza uma ressonância pouco tempo após tatuar ou passar pelo procedimento estético, ela pode sofrer consequências instantaneamente.

“A tinta pode se transformar em um condutor e esquentar a ponto de provocar queimaduras na pele do paciente. A pele também pode ficar irritada e inchada. Os casos mais graves relatados na literatura são de queimaduras de segundo grau”, explica a dermatologista.

Pigmentos mais "perigosos"
“Algumas cores têm maior chance de possuir metais pesados na composição, e o metal que apresenta maior risco de reagir ao campo magnético é o ferro. A cor vermelha e cores que porventura utilizem o pigmento vermelho são as que possuem maior concentração de ferro, como o laranja, o marrom e o rosa”, afirma.

Ela explica também que, apesar de o preto e seus derivados normalmente não conterem metais pesados, tudo depende da marca do produto, então não é possível afirmar com certeza.

Como se prevenir ou contornar os riscos


Como ninguém prevê a necessidade de realizar uma ressonância magnética, é difícil prevenir a queimadura caso a tatuagem ou a micropigmentação já esteja feita, então o melhor é buscar as orientações médicas a respeito do exame. Segundo Fabiana, a recomendação é a de realizá-lo apenas quatro meses após usar os pigmentos na pele.

Embora a passagem do tempo faça com que os riscos de queimaduras diminuam, a dermatologista afirma que tatuagens e resquícios de micropigmentação antigos também podem gerar esta reação, então é importante que a pessoa saiba exatamente qual pigmento foi usado na pele.

Para isso, a médica orienta conversar com o profissional que fez a tatuagem ou a micropigmentação para que ele passe as informações sobre a tinta usada e a pessoa possa informar o médico sobre a composição dela. Caso tenha um exma de imagem marcado, o ideal é deixar para fazer tatuagens ou micropigmentação depois dele.



Fonte: Vix



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