Postado em sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Polícia prende envolvidos na morte do advogado

A Polícia Civil e a Polícia Militar apresentaram na manhã desta sexta-feira, os cinco envolvidos no assassinato do advogado Nicolau Abrão de Oliveira, 47 anos, ocorrido no mês de novembro. Dois deles são menores e há ainda um sexto envolvido, Eduardo Alves de Lima, mais conhecido como “Piolho”,  que continua foragido.

Ao meio dia, começou a ser feito a reconstituição do crime. Durante a reconstituição, os envolvidos estavam tranqüilos e aparentavam frieza. Por várias vezes, riram da situação.

Valter Peter, apontado como um dos autores das facadas que mataram Nicolau, era o que demonstrava mais tranqüilidade. Sempre fumando um cigarro, ria de algumas cenas que tinha que fazer durante a reconstituição. “Estou parecendo ator”, ironizou durante o primeiro local da reconstituição, um pequeno bar na rua Dom Silvério.


Na foto: Eduardo de Paula (camiseta sem manga, primeiro a ser preso com cheques do advogado), Odair Alves de Lima (camisa azul) e Valter Peter (camiseta branca com mangas pretas) com os dois menores

O bar foi o primeiro local onde os acusados e o advogado foram vistos juntos. Eles chegaram ao estabelecimento por volta das 23h do dia 23 de novembro. No local, de acordo com o proprietário, Nicolau entrou com Valter Peter e pediu cervejas e queria jogar sinuca. Outros dois menores aguardavam no carro da vítima. O dono do bar recusou a vender a bebida, “pois estava tarde e iria fechar”. Neste momento, Valter Peter puxou o advogado e chamou para ir beber em outro local. Começava aí, as últimas horas do advogado.

Depois de deixar o bar, o advogado entrou no carro com Valter Peter e saíram em direção a rua Henrique Munhoz Garcia, onde compraram uma garrafa de cerveja. Encontraram com “Piolho”, que entrou no carro e seguiram para uma boate na Br-491, próximo ao trevo. Apenas o advogado entrou na boate. Valter Peter, Piolho e os dois menores foram barrados por não ter identidade e aguardaram do lado de fora.

Deixaram a boate por volta das 02h da manhã de sábado e seguiram para um lual que acontecia na parte superior do Jardim Aeroporto. Até aquele momento, o comportamento dos cinco ocupantes do carro era de amizade com o advogado. Mas Piolho teria sugerido a Valter Peter que assaltassem o advogado “em um seqüestro relâmpago”.

Ao deixar o lual, antes de entrar no Jardim Aerporto, o carro foi parado por Valter Peter, que puxou o freio de mão. Neste momento, Piolho colocou uma faca no pescoço da vítima e Valter Peter mandou que ele passasse para o banco de trás e assumiu o volante, seguindo rumo a cidade de Fama, pela estrada de terra próximo ao Café Campinho.

Percorreram cerca de três quilômetros de estrada de terra e retornaram para Alfenas. Neste percurso, um dos menores tentou tirar a faca de Piolho para esfaquear o advogado, mas acabou ferindo o próprio Piolho. O menor não soube dizer o motivo desta agressão. Disse apenas que estava bêbado.

Ao entrar na cidade, foram direto para uma casa na Vila Betânia. Neste momento, entrava mais dois personagens na história: Odair Alves de Lima e Eduardo Raimundo de Paula, este, que foi preso dois dias depois do assassinato tentando passar folhas de cheque do advogado em um posto de gasolina.

Valter Peter desceu do carro e foi recebido na porta por Eduardo de Paula. Disse que estava fazendo “uma fita” (nome dado a uma ação criminosa) e mostrou a vítima aos dois homens da residência. O advogado teve que descer do carro e foi colocado sentado no vaso sanitário de um pequeno banheiro. Valter Peter garantiu que até este momento o advogado não havia sofrido nenhuma agressão. “Ele levou só uns tapas lá no meio do mato”, comentou. O acusado lembra que em nenhum momento o advogado reagiu. “Ele estava tranqüilo”, disse.

Nicolau teve que ficar no banheiro sendo vigiado por Eduardo e Odair, enquanto Valter Peter foi comprar R$60,00 de pedras de crack com o carro da vítima. Ele garante que o dinheiro usado para comprar a droga não foi roubado do advogado.

Fumaram a droga e resolveram seguir para Areado, onde pretendiam fazer saques bancários com o cartão da vítima.  Antes de  deixar Alfenas, os menores desceram do carro. Valter Peter, Piolho, Eduardo, Odair e a vítima seguiram para a cidade vizinha. O advogado acabou sendo morto a golpes de facas próximo a um canavial, no município de Monte Belo.

Valter Peter conta que deu duas facadas, as outras quatro teriam sido o Piolho. O carro foi encontrado com a ignição quebrada e o corpo próximo a um matagal.








   
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