Postado em quarta-feira, 16 de janeiro de 2019 às 11:11

Samu suspende parte dos serviços por falta de repasse

Alfenas é uma das cidades que teve os serviços parcialmente suspensos. Com isso, a transferência entre hospitais e o deslocamento aéreo não estão sendo realizados.


Da Redação

Alfenas é uma das cidades que estão com parte dos serviços do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) suspensos até regularizar pagamentos em atraso. A medida suspende a transferência entre hospitais e o deslocamento aéreo. A dívida de Alfenas vem desde 2013 e já chega a R$ 955 mil.

No caso do transporte de helicóptero, no entanto, os atendimentos de urgência, como acidentes, estão sendo mantidos. Isso porque o atendimento primário não tem custo para as administrações e, portanto, não foi afetado.

O contrato entre o Samu Regional e as prefeituras prevê o pagamento de R$ 0, 25 por habitante pelo atendimento secundário. Além de Alfenas, também foram suspensos parcialmente os serviços para Bom Repouso, Claraval, São Thomé das Letras e Serranos. O motivo em todos esses casos é o mesmo: falta de pagamento.

Parte dos serviços estão suspensos até a regularização do pagamento (Foto: Marcos Ferreira/Divulgação)


A suspensão do serviço atinge situações como pacientes que precisam transferir para hospitais com atendimento de alta complexidade. Segundo o Samu Regional, a suspensão de parte do serviço só foi tomada após várias tentativas de conciliação.

Em entrevista à EPTV, a chefe de gabinete da Prefeitura, Andrea de Souza, disse que os atrasos nos repasses financeiros feitos pelo governo estadual tem prejudicado o fluxo para pagamentos.

Até novembro, o valor da dívida do Estado com o Município de Alfenas era de R$ 41 milhões, sendo R$ 30 milhões para a saúde. Essa situação também tem provocado a falta de repasses para o Hospital Universitário Alzira Velano (HUAV) que cobra uma dívida de cerca de R$ 10 milhões.

A chefe de gabinete da Prefeitura, Andrea de Souza, diz que a administração tenta renegociar a dívida (Foto: Reprodução/EPTV)


"O dinheiro, a porcentagem é de 60% o Estado arca com o compromisso, 40% o Município com recursos próprios. É sabido que a Secretaria de Saúde e a Prefeitura em si têm vários compromissos com esses 40% de recursos próprios, então acredito eu que por conta de estar utilizando, nós fizemos vários mutirões, mutirões de cirurgia, de catarata, então esse recurso está sendo diluído e pagando conforme a prefeitura vê necessidade", disse a chefe de gabinete em entrevista à EPTV.

A Prefeitura de Alfenas informou ainda que tenta renegociar a dívida para normalizar os serviços. Alega ainda que o Município disponibiliza um serviço terceirizado que faz a locomoção dos pacientes para suprir parte da demanda dos deslocamentos.

Segundo informações divulgadas pelo G1, Muzambinho, Marmelópolis, São Bento Abate e Sapucaí Mirim pediram que o órgão não realizasse mais esse tipo de trabalho. Já Fama, Itamogi e Consolação nunca tiveram o serviço por não possuírem uma legislação que autorize o Samu a realizar as transferências entre hospitais e o deslocamento aéreo. Atualmente, o Samu Regional atende uma área de cobertura de 152 cidades.

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