Postado em quinta-feira, 9 de agosto de 2018 às 09:09

Advogado quer ouvir Marrone sobre caso envolvendo Eduardo Costa em Minas Gerais

O advogado do casal que processa o cantor Eduardo Costa por estelionato, Arnaldo Soares Alves, quer que Marrone, da dupla Bruno & Marrone, seja ouvido na Justiça em processo envolvendo o cantor sertanejo.

Segundo o inquérito, Costa negociou uma casa às margens do Lago de Furnas, em Capitólio, no Sul de Minas, avaliada em cerca de R$ 6 milhões, em troca de uma casa na Região da Pampulha, na capital mineira. A diferença de valores – o imóvel em Belo Horizonte vale R$ 9 milhões - seria paga com uma lancha, no valor de R$ 250 mil, uma moto aquática, no valor de R$ 25 mil, e uma Ferrari, avaliada em R$ 1,1 milhão.

O carro de luxo não chegou a ser repassado para o casal, de acordo com Alves. “Disseram que caiu de preço, mas que tinha quem comprasse”, afirmou. Segundo ele, o veículo foi comprado por Marrone e, pela negociação do carro, R$ 800 mil teriam sido entregues para o casal.

Porém, o sertanejo teria comprado o veículo por R$ 1,1 milhão e que esta negociação teria sido feita entre os dois músicos, fazendo com que o casal deixasse de receber pelo menos R$ 300 mil.


Eduardo Costa chega para prestar em Belo Horizonte (Foto: Raquel Freitas/G1 Minas)

O caso faz parte de um outro processo aberto pelo advogado que tramita na Vara Cível de Piumhí, na Região Centro-Oeste de Minas Gerais. “Nós queremos mostrar que houve má-fé por parte de Eduardo Costa”, disse Alves.

O advogado quer que Marrone seja ouvido pela Justiça para confirmar a transação. Procurado pelo G1, a assessoria do cantor informou que ele ainda não foi notificado sobre o caso.

Em relação à moto aquática e à lancha, Alves afirmou que foram entregues ao casal, mas ainda não foram transferidas de propriedade.


Por ter sido contruído em área de preservação, imóvel pode ser demolido (Foto: Facebook/Reprodução)

Furnas

No processo de estelionato, a denúncia diz que o casal, ao tentar registrar o imóvel de Furnas, de cerca de 4 mil metros quadrados, percebeu que ele era alvo de uma ação civil pública, em que o Ministério Público Federal (MPF) pedia a demolição parcial porque o terreno estaria em uma área de preservação permanente.

Defesa do cantor


Após prestar depoimento em Belo Horizonte, Eduardo Costa afirmou que não agiu com má-fé. Segundo ele, o casal sabia que o terreno estava em área de preservação permanente, assim como ele também tinha conhecimento do fato quando adquiriu o imóvel. O artista afirmou, ainda, que toda a negociação foi feita com a presença dos advogados dele e também do casal. "A gente tomava café enquanto os advogados cuidavam do negócio", disse.

Sobre a Ferrari, a defesa de Eduardo Costa disse em nota que, “todas as informações referentes ao processo estão nos autos, vale lembrar que o cantor já prestou seu depoimento para esclarecer os fatos. Sendo assim, não há mais nada a declarar que não esteja em nossa sólida defesa”.



Fonte:G1