Postado em sexta-feira, 14 de novembro de 2014

90% dos focos de mosquito transmissor da dengue em Alfenas estão em residências

 Alessandro Emergente

A grande maioria dos focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, em Alfenas estão localizados em residências. A revelação é da Secretaria Municipal de Saúde que fez um levantamento em outubro, entre os dias 20 e 24.

O fato de localizar os focos em residências em percentual muito elevado chamou a atenção de técnicos da Vigilância Epidemiológica, que prepara o “Dia D” de combate à dengue para o próximo dia 29, um sábado.

Será um dia de ação de conscientização com o intuito de chamar a atenção da população. Dezenas de caçambas identificadas serão instaladas em pontos estratégicos nos bairros para que os moradores descartem lixo e objetos em desuso que possam acumular água - se tornando possíveis criadouros do mosquito da dengue.

Neste dia também haverá uma tenda na Praça Getúlio Vargas para distribuição de material educativo e para esclarecimentos sobre a doença, hábitos do mosquito Aedes aegypti e orientações sobre como evitar possíveis criadouros.

Índice de infestação

Em outubro, o índice que mede a proliferação do mosquito Aedes aegypti ficou em 0,5%. O percentual refere-se a um levantamento rápido do índice, oficialmente chamado de LIRAa ((Levantamento Rápido de Índice para Aedes aegypti).

De acordo com a prefeitura, houve uma retração no número de casos da doença durante o inverno, mas com a entrada do calor e das chuvas estes números podem voltar a subir se não forem eliminados objetos que possam acumular água. Esse período que se inicia é mais propício para a disseminação do Aedes aegypti.

O índice de 0,5% é considerado em condição satisfatória. A partir de 1%, o município entra em estado de alerta. Em casos superiores a 3,9%, há risco de surto na região identificada.

De janeiro de 2014 até outubro foram registrados 260 casos da doença no município.

Além da dengue, o Aedes aegypti também é transmissor da Febre Chikungunya. A doença foi identificada em Minas Gerais. Até outubro, foram registrados 33 casos suspeitos, destes, 15 foram descartados, 16 em investigação e 2 confirmados.








   
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