Postado em quarta-feira, 13 de dezembro de 2017 às 10:10

“Star Wars: Os últimos Jedi”

  Quem estava preocupado pode ficar tranquilo. “Star Wars: Os últimos Jedi” não é uma regravação de “O Império contra-ataca” (1980). Assista ao trailer no vídeo acima.


Mesmo assim, o emocionante oitavo episódio da saga espacial, que estreia no Brasil nesta quinta-feira (14), é um dos melhores já feitos.

O filme dirigido e escrito por Rian Johnson (“Looper: Assassinos do futuro”) tira a aventura da trilha que parecia clara após “O despertar da Força” (2015) – criticado por alguns pela trama muito parecida a "Uma nova esperança" (1977) –, dá espaço para que todos os seus protagonistas brilhem e dificulta a vida para quem achava que já sabia o que vai acontecer no próximo.

“Os últimos Jedi” começa praticamente onde o antecessor terminou. Rey (Daisy Ridley) encontra Luke Skywalker (Mark Hamill) no planeta isolado onde o antigo mestre Jedi se escondeu. Por causa de erros do passado, o amargurado veterano resiste a ensinar a jovem a controlar seus poderes com a Força.

Enquanto isso, as tropas sobreviventes da Rebelião, organização liderada pela general Leia (Carrie Fisher) que luta para libertar a galáxia, correm para escapar da última e maior investida da implacável Primeira Ordem.

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Ele voltou

Após a decepção por aparecer sem falas apenas na última cena do filme de 2015, Hamill pode respirar aliviado. Luke está definitivamente de volta – com todas as suas qualidade e seus defeitos. Após décadas de nostalgia (e graças ao carisma de seu intérprete), é fácil esquecer o quanto o personagem era irritante na trilogia original, e isso não mudou.

Atormentado pelo confronto com o sobrinho, Ben Solo/Kylo Ren (Adam Driver), ele é um dos pontos fracos do início da trama enquanto reluta em tomar Rey como discípula.

Mas, com uma pequena ajuda, ele cresce após superar seu trauma e é o astro de uma das sequências mais emocionantes do filme.

Essa é, aliás, uma das maiores forças do roteiro de Johnson, cineasta que comandará uma trilogia totalmente nova (e fora da saga dos Skywalkers). Em “Os últimos Jedi”, todos têm seu momento de destaque.

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Leia manifesta sua conexão com a Força de uma das maneiras mais incríveis de toda a franquia. Poe Dameron (Oscar Isaac) prova que sua fama como um dos melhores pilotos da Rebelião é merecida.

Finn (John Boyega) enfrenta a Capitã Phasma (Gwendoline Christie). E até novatas como Rose (Kelly Marie Tran) e a vice-almirante Holdo (Laura Dern) mostram que não são meras participações especiais.

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Luz e escuridão
É a dupla formada por Rey e Kylo quem repete o papel de foco da trama. Sem a preocupação de ter de apresentá-los, o filme tem mais liberdade para brincar com as ideias e teorias que o público formou desde 2015.

Com isso, “Os últimos Jedi” reforça o conceito central à série de Luz e Escuridão, Bem e Mal, mas mostra que pode existir uma área cinzenta entre os dois lados.

Falando em equilíbrio, o oitavo episódio da série consegue uma bela harmonia entre momentos emocionantes e aqueles que arrancarão risos dos fãs.

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O humor inocente do filme, saído diretamente de outras produções da Disney, pode incomodar alguns, mas não compromete – esta é basicamente a definição dos Porgs, criaturinhas fofas claramente inseridas na trama para vender brinquedos.

Ao mesmo tempo, a maior parte das cenas de cada personagem tem potencial para arrancar lágrimas do público. E lembrar da morte inesperada de Fisher no final de 2016 ajuda a intensificar os sentimentos.

Mesmo que o desfecho aparente ter encaminhado o fim da trilogia para um caminho sem volta, as profecias quebradas ao longo deste episódio dão pistas de que não é seguro prever qualquer coisa com exatidão.

Johnson deixa para J. J. Abrams, que retorna ao comando da série no novo e derradeiro episódio, um caminho cheio de possibilidades. Agora só resta aos fãs esperarem até dezembro de 2019 para saber se estes são mesmo os últimos Jedi – ou se o fim de um ciclo é apenas o começo de uma nova Ordem.

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Fonte: G1 CINEMA