Postado em quarta-feira, 20 de setembro de 2017 às 09:18

Mochileiro mineiro registra pós-terremoto com drone no México: ´vontade de chorar´

O terremoto de magnitude 7,1 que deixou pelo menos 217 mortos no México nesta terça-feira (19) deixou um rastro de destruição por várias cidades do país. Na Cidade do México, capital do país, o mochileiro Mayke Moraes, de Varginha (MG), presenciou o tremor e as horas posteriores ao terremoto, de solidariedade e tentativa de socorro às vítimas. Com a ajuda de um drone, o mochileiro e um morador local registraram a tragédia pelo alto nas regiões de Roma e Condessa, duas das mais afetadas no Centro da capital mexicana.

“Você não tem noção do que é estar ali e ver aquilo no chão. Me deu vontade de chorar na hora, é bem triste, o pessoal todos ali tentando ajudar de alguma maneira, mas muita gente, uma multidão, praticamente metade da Cidade do México estava lá. À medida que o pessoal ia arrancando as pedras dos escombros, eles pediam para o povo fazer silêncio, então ficava um silêncio mortal, que é difícil descrever, é muito estranho. Eles queriam escutar se alguém estava vivo debaixo das pedras”, contou Mayke.

O mochileiro havia desembarcado na Cidade do México na última segunda-feira (19) para o início de uma viagem por 20 países pelas américas Central e do Sul. Logo no dia seguinte, já presenciou a tragédia.

“Antes do terremoto eu estava conversando com o Carlos, que está me hospedando, com a família dele, sobre o terremoto (que havia acontecido cinco dias antes), sabe, isso é o mais estranho. Ontem foi tudo tão legal, fui para uma TV aqui, conheci a Dulce Maria, ontem foi meu primeiro dia e hoje (terça-feira) é meu segundo, são extremos de felicidade e de tristeza, bem estranho, bem complicado explicar o que estou sentindo agora”, disse em entrevista ao G1.

 

 

Logo que souberam dos estragos no Centro da Cidade do México, Mayke e Carlos Sandoval saíram às ruas para tentar se juntar aos voluntários e registrar as imagens de destruição e solidariedade do povo mexicano na hora do caos.

“Eu tive que ser muito discreto pra gravar algum desses vídeos, porque assim que a gente tirava a câmera ou pegava o celular, o pessoal já olhava bravo, já gritava com a gente, porque a região inteira estava cheia de gás e eles acreditavam que poderia causar uma explosão. Pessoas faziam correntes pelas ruas, todos tentavam ajudar de alguma maneira”, completou o mochileiro.
 

 

Fonte: G1 Sul de Minas

















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