Postado em quarta-feira, 25 de novembro de 2020 às 10:10

Professores da Unifal estão entre os pesquisadores mais influentes do mundo

Os docentes da Universidade Federal de Alfenas figuram em estudo da Universidade de Stanford publicado pela PLOS Biology.


Da Redação

Os professores Cláudio Viegas Júnior, do Instituto de Química (IQ), e Pedro Luiz Rosalen, visitante do programa de pós-graduação em Ciências Biológicas (PPGCB), figuram entre os pesquisadores mais influentes do mundo. Estudo foi conduzido pela Universidade de Stanford, dos Estados Unidos e publicado na revista PLOS Biology, da Public Library of Science.

O ranking dos cientistas mais influentes foi elaborado a partir de dados extraídos da base Scopus, considerando citações, publicações, entre outros, para medir o impacto do pesquisador ao longo da carreira (Tabela S6) e o impacto do pesquisador em um único ano, com base em 2019 (Tabela S7). O ranking de impacto ao longo da carreira possui 600 pesquisadores brasileiros e a lista, considerando apenas 2019, possui 853 pesquisadores do Brasil. Cláudio Viegas figura nas duas listas e Pedro Rosalen, na segunda.

“Trata-se de um importante reconhecimento do quanto a Unifal, recente como Universidade, passou a se conceber como instituição na qual a pesquisa tem centralidade, em que a investigação é um dos eixos fundamentais da atividade de docentes, discentes e técnicos, concepção essa que as gestões anteriores e a atual reconheceram e contemplaram”, disse o professor Luis Antônio Groppo, pró-reitor adjunto de Pesquisa e Pós-Graduação e coordenador de Pesquisa.

Na sequência, Cláudio Viegas (de jaleco) e Pedro Luiz Rosalen (de gravata) destacadosentre os pesquisadores mais influentes, segundo o estudo (Fotos: Divulgação/Unifal e arquivo pessoal)


Para Groppo, a presença de professores da Unifal (Universidade Federal de Alfenas) entre os pesquisadores mais influentes do mundo, demostra a dedicação e o avanço da Universidade em relação à pesquisa.

“Temos um docente que construiu sua carreira acadêmica em nossa Universidade que confirma esse histórico, e temos outro docente, pesquisador visitante, que indica o esforço da gestão atual nesse sentido, já que, a despeito dos grandes recuos no financiamento à pesquisa, a política de professores visitantes trouxe diversos pesquisadores de grande reconhecimento na comunidade científica na Unifal”, destacou Luiz Groppo.

O professor Cláudio Viegas concorda com a relevância do reconhecimento e ressalta a importância do estudo ter sido realizado por uma Instituição renomada mundialmente considerando uma base de dados confiável. “Estar dentre os 2% dos pesquisadores de maior influência na ciência mundial foi uma honrosa e surpreendente notícia, uma vez que no Brasil realizamos pesquisa de alta qualidade, mas em condições muito inferiores aos demais países europeus, EUA e China, por exemplo”.

Segundo Viegas, o resultado deixa claro que a ciência brasileira tem destaque internacional relevante. “Evidentemente que para a carreira de um pesquisador, este reconhecimento é importante, pois reflete não só a qualidade do que vem sendo feito, mas a importância e a visibilidade no meio científico, agregando valor e indicando o caminho certo a ser trilhado”, declarou.

A percepção da relevância de figurar no ranking originado pelo estudo da Universidade de Stanford é compartilhada pelo professor Pedro Rosalen. Para ele, é um reconhecimento externo e imparcial da qualidade do trabalho científico do Brasil. Ele lembra que a maioria das pesquisas é realizada em situação de precariedade e desvantagens competitivas comparadas a outros países. Ainda sobre a importância do reconhecimento, ele analisa: “Talvez, mais importante, é o fato de que o nosso trabalho não é apenas reconhecido, mas útil para a geração de conhecimento novo e representar qualidade de vida para a sociedade brasileira e mundial”.

O estudo, intitulado Updated science-wide author databases of standardized citation indicators, aponta também os 100 mil cientistas mais citados, além dos pesquisadores que estão entre os 2% mais influentes do mundo, mas não integram o ranking dos 100 mil. A pesquisa foi assinada por John Ioannidis, Kevin W. Boyack e Jeroen Baas e pode ser acessada na revista PLOS Biology.



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