Postado em domingo, 6 de dezembro de 2015 às 13:24

Ex-delegado que atuou em Alfenas é condenado a 18 anos de prisão por assassinato da ex-namorada

O ex-delegado Geraldo do Amaral Toledo Neto foi condenado por homicídio duplamente qualificado e por fraude processual.


 Da Redação

O ex-delegado Geraldo do Amaral Toledo Neto, 43 anos, foi condenado pela Justiça a 18 anos e 9 meses de prisão por homicídio duplamente qualificado e por fraude processual. O réu, agora condenado, foi a júri popular pelo assassinato da ex-namorada, Amanda Linhares Santos, que tinha 17 anos quando foi morta com um tiro na cabeça, em 2013.

Natural de Pouso Alegre, Toledo atuou como delegado da Polícia Civil em Alfenas em 2004 e, um ano antes, em Divisa Nova. Ele chegou a ser titular da Divisão de Polícia Especializada da Mulher, Idoso e Deficiente Físico de Belo Horizonte.

Em maio do ano passado, a Justiça considerou que estavam presentes no processo provas de materialidade e indícios suficientes de autoria, o que justificaria o júri popular. A jovem morreu após ficar 51 dias internada em um hospital em Belo Horizonte. O crime aconteceu, em 14 de abril de 2013, na estrada que liga Ouro Preto ao distrito de Lavras Novas.

Antes do homicídio, Toledo já havia se envolvido em problemas com a Justiça. Em 2011, ele foi preso devido a uma investigação, da Corregedoria da Polícia Civil, sobre receptação de veículos roubados e formação de quadrilha.  

Julgamento

O julgamento do réu, no Fórum de Ouro Preto, começou na última terça-feira e durou três dias. Nesse período, os advogados de defesa do ex-delegado tentaram convencer os sete jurados que Amanda cometeu suícido. Mas, o conselho de sentença – formado por sete homens - decidiu que Toledo foi o autor do assassinato. Após a condenação, o ex-delegado seguiu para a Casa de Custódia da Polícia Civil, onde já estava preso.

Toledo foi indiciado por homicídio consumado qualificado e por fraude processual (quando há destruição de provas). Ao todo, o inquérito teve 1.478 páginas. Foram ouvidas 50 pessoas, realizadas 20 perícias criminais e médico-legal e feita a quebra de sigilo de 13 linhas telefônicas - três de Toledo, duas de Amanda e cinco de outras testemunhas.

O relacionamento da jovem com o delegado seria conturbado segundo a mãe de Amanda (Foto: Reprodução/Facebook)



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