Postado em terça-feira, 7 de setembro de 2010

Projeto prevê plantio de mais 500 mil mudas de árvores em 8 anos

O Projeto Ipê Amarelo prevê o plantio de mais de 500 mil mudas de espécies nativas nos próximos oito anos.


Alessandro Emergente

O Projeto Ipê Amarelo, desenvolvido pelo Grupo Ipanema Coffees, prevê o plantio de mais de 500 mil mudas de espécies nativas nos próximos oito anos. A iniciativa segue alheia a polêmica proposta de mudança no Código Florestal, que tramita no Congresso Nacional.

De acordo com uma reportagem do portal do Estadão, o grupo já plantou 200 mil mudas e ainda preserva uma área 250 hectares de mata atlântica com vegetação nativa na Fazenda Conquista de mais de 2 mil hectares, uma das propriedades do Grupo Ipanema que atua no setor cafeeiro.

O Projeto Ipê Amarelo de Recuperação Ambiental estabeleceu um cronograma de plantio de 650 mil árvores de espécies nativas. Esta iniciativa possibilita à empresa atingir níveis de certificação ambiental e social internacionais.

As fazendas (Conquista, Capoeirinha, Rio Verde e Santana ) do grupo na região atingem 6.095 hectares. Deste total, 31% da área é destinado a preservação ambiental - entre áreas de preservação permanente (10% da área total da Ipanema) e reserva legal (21% da área total).

“É muito importante manter essa biodiversidade. Você cria um ambiente favorável, com insetos e animais que realizam uma espécie de manejo ecológico. Você dá condições ideais para o aumento dessas populações que ajudam a manter o equilíbrio do local (...) Se houver tatus na área, por exemplo, a população da cigarra que ataca a raiz do pé de café é controlada naturalmente”, explicou o diretor-presidente da Ipanema Coffees, Washington Luiz Alves Rodrigues ao Estadão.

No Congresso Nacional, o deputado federal Aldo Rebello (PCdoB/SP) é relator da comissão especial da Câmara para dar parecer ao projeto de lei nº 1.876, de 1999, que propõe alterações na lei de proteção às florestas, em vigor desde 1965. 

Há uma disputa entre ambientalistas e empresários do agronegócio. Estes últimos defendem a flexibilização do Código Florestal. O principal ponto de divergência entre ruralistas e ambientalistas é a chamada reserva legal, a porção das propriedades rurais que deve ser mantida como vegetação nativa.

Segundo a lei atual, áreas na mata atlântica devem ter pelo menos 20% de reserva legal. No cerrado, esse percentual sobe para 35% e, na Amazônia, para 80%.


Com Informações:
Estadão.com.br

 

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