Postado em quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Antiga delegacia começa a ser usada pela prefeitura

Da Reportagem 

Pouco mais de um ano após os últimos detentos deixarem o antigo cadeião e serem transferidos para o novo presídio, a prefeitura começou a ocupar as dependências do antigo prédio da delegacia com setores do Executivo municipal.

O cadeião, localizado no bairro Vila Betânia, foi extinto em 18 de setembro de 2008 e a antiga Delegacia desativada meses antes com a inauguração da nova Delegacia, localizada na rua Dom Silvério.

A antiga delegacia de Alfenas está abrigando dois setores da prefeitura: Humanização e Habitação. Ao todo, 25 funcionários já estão trabalhando no local, que passou por uma reforma.

No piso inferior foi colocado um novo forro, construídos dois banheiros, as instalações de água, luz e esgoto foram refeitas, além de pintura. A reforma durou 15 dias e foram gastos cerca de R$ 8 mil.

A reforma da parte superior também vai começar em breve. Segundo a Prefeitura, através da Coordenadoria de Comunicação, o local será adaptado para abrigar as instalações do ambulatório Dr. Plínio, que também vai passar por uma reforma geral.

Atualemnte, a Polícia Civil ainda usa um pequeno espaço na antiga Delegacia: o emplacamento de veículos (do lado de fora) e um arquivo numa sala lacrada. Segundo a polícia, o setor que integra a vistoria de veículos começará a ser transferido para a nova delegacia e o arquivo para Belo Horizonte.

Cadeião

Apenas o local onde abrigava os presos permanece sem uso e com poucas mudança desde a desativação. As antigas celas estão tomadas pelo mato. Até corujas estão fazendo ninhos em um espaço que até pouco tempo abrigava presos em condições sub humanas.

A Prefeitura pretende demolir o local, mas não precisou uma data. O objetivo do poder público municipal é - com o tempo - construir novas dependências e transferir mais setores para a antiga Depol.

Esta semana, o agente policial Ivanil Ferreira, o Xororo, que passou vários anos na guarda interna de presos, esteve no cadeião. Sem saudades do local, lembrou das inúmeras tentativas de fugas e mortes que acontecia dentro do cadeião.

Ivanil Ferreira, o Xororó, cuidava de mais de 200 presos detidos em celas precárias








   
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