Postado em quarta-feira, 3 de outubro de 2018 às 19:07

Protético é preso acusado de se passar por dentista em consultório

O protético foi flagrado por fiscais do CRO/MG com uma paciente dentro de um consultório odontológico.


Alessandro Emergente

Um protético de 43 anos foi preso, na tarde de quarta-feira, sob a acusação de realizar ilegalmente atendimentos odontológicos. O suspeito foi encaminhado para a 2ª Delegacia Regional da Polícia Civil após uma denúncia recebida pelo Conselho Regional de Odontologia de Minas Gerais (CRO/MG) que encaminhou fiscais ao local.

O consultório - em que Everaldo Fernandes Fidelis atua como protético e foi acusado de realizar ilegalmente procedimentos odontológicos - fica na rua Henrique Carivaldo Miranda, no Jardim Nova América. A CRO/MG alega que o local era alvo de várias denúncias de exercício irregular de função.

O protético foi levado pela PM para a Depol e os equipamentos odontológicos lacrados pelo CRO/MG


Os fiscais do CRO/MG chegaram ao local e flagraram o protético realizando atendimento a uma paciente. O suspeito usava, segundo os fiscais, luvas e equipamentos odontológicos no atendimento a vítima, que estava na cadeira de dentista. Essa informação foi confirmada pela paciente à Polícia Militar que foi até o local após ser acionada pelos fiscais.

Outro lado

Fidélis disse aos policiais que que trabalha como protético no laboratório de prótese que é integrado a clínica e que, no momento da fiscalização feita pelo CRO/MG, estava apenas realizando uma avaliação de tratamento odontológico na paciente.

O protético disse que já realizou esse procedimento em outras oportunidades, porém acompanhado de um dentista que trabalha no local. Nessa quarta-feira, no entanto, o protético não estava acompanhado de nenhum dentista no momento em que foi flagrado. Ele nega que já tenha realizado procedimentos odontológicos.

Para os fiscais do CRO/MG, o protético estava expondo seus pacientes a diversos riscos, uma vez que não tem formação específica e preparo profissional para executar atendimentos odontológicos. Junto ao CRO/MG, o suspeito é apto a exercer apenas a função relativa a prótese dentária.

Os materiais odontológicos foram apreendidos e levados para a 2ª DRPC.

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