Postado em domingo, 28 de janeiro de 2018 às 18:06

Projeto discute juventude e política com estudantes

Em discussão com estudantes do ensino médio de Alfenas, estes se mostraram entusiasmados com algumas questões sociais, em especial: política, preconceito e mercado de trabalho. A discussão foi promovida pelo projeto “A Imaginação Sociológica e o Sul de Minas”, da Unifal-MG (Universidade Federal de Alfenas).

Algo que mexeu com a cabeça dos jovens foi a contradição explicitada ao perceberem que 64 deles, em um universo de 80, consideraram a participação dos jovens na política de extrema importância, mas somente 25 possuíam título de eleitor. Diante desse fato, a questão levantada foi: quais são as possíveis formas dos jovens se envolverem na política?

Um dos estudantes apontou as manifestações como uma das opções para se envolverem na política. Já outros apontaram a necessidade de se realizar debates políticos em sala de aula, sendo que uma estudante revelou que eles não tiram título de eleitor porque poucos sabem sobre política, já que é um assunto pouco tratado.

Imagem ilustrativa de um grupo de jovens abraçados em círculo (Foto: Reprodução/site Infojovem)


Todos nós estamos inseridos em distintos meios sociais muito mais amplos que nós mesmos. E trabalhar a imaginação sociológica é trabalhar a percepção dos indivíduos sobre questões mais amplas, que envolvem toda a sociedade, até suas vidas privadas. Tendo isso em vista, o projeto de extensão “A Imaginação Sociológica e o sul de Minas” apresentou os resultados de um levantamento realizado com 80 estudantes do ensino médio de uma escola pública estadual da cidade, em que se procurou debater com os estudantes alguns dos principais temas de interesse.

Ao apresentar os resultados aos estudantes, por meio de gráficos, procurou-se mostrar o que eles pensavam sobre a si mesmos e a sociedade, dessa forma despertando a imaginação sociológica. Diversas discussões foram realizadas passando por temas como: mercado de trabalho, educação, política, saúde, família, futuro, violência, drogas, preconceito, dentre outros.

 

Racismo


Outro tema que se destacou entre os estudantes foi o preconceito, com mais relevância para o racismo, pois 11 jovens se autodeclararam negros e 7 deles afirmaram que já sofreram racismo na escola. Os números se mostraram alarmantes, e os próprios estudantes concordaram com isso. Segundo eles, o tema quase nunca é debatido na escola, o que gera insegurança e desconhecimento sobre formas de ação caso ocorra algum tipo preconceito. Para além desses números, muitos relataram ter sofrido algum tipo de violência, sendo que 22 deles afirmaram ter sofrido algum tipo de violência verbal.

Ainda em relação ao tema da violência, destaca-se que as formas de agressões que eles podem sofrem na escola, fazem parte de um conjunto maior de fatos que são parte de um contexto social maior. O que acontece dentro dos muros da escola, muitas vezes, são manifestações de como são dadas as relações dentro da sociedade, já que os altos índices de violência na escola não são isolados do resto das relações sociais, mas precisam ser debatidos e contornados, principalmente na escola que é palco para ações que se dirijam a tais propósitos, ou seja, voltados à melhoria da vida das pessoas em sociedade.

Texto: Projeto A imaginação sociológica e o Sul de Minas/Unifal

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