Alfenas Hoje - Com baixa nos preços, cooperativas de café enfrentam queda nas vendas no Sul de MG
Postado em quinta-feira, 25 de janeiro de 2018 às 09:37

Com baixa nos preços, cooperativas de café enfrentam queda nas vendas no Sul de MG

 As cooperativas de café do Sul de Minas enfrentam uma queda nas vendas neste início de ano. De acordo com um levantamento realizado pela EPTV, afiliada da Rede Globo, a baixa chega a até 44% na região.

Ainda conforme o levantamento, a saca que chegou a R$ 501 no fim de 2017, agora é vendida em média por R$ 435. Uma queda de 13%. E é essa baixa no preço um dos fatores que tem feito os produtores segurarem as vendas.

“Dúvida era só o Brasil, com relação ao déficit íntegro que a gente viveu até agosto, setembro, que estava realmente preocupante. Mas depois que a gente viu essa regularização climática e a boa florada que aconteceu em outubro, a gente passou a alertar os produtores de que os preços, infelizmente, poderiam ceder”, explica Marlon Braga Petrus, gerente de comercialização da Coopercitrus.

Segundo a consultoria Safras e Mercados, 71% da safra nacional foi comercializada até agora neste ano. No mesmo período do ano passado, esse número era de 78%. O número reflete nas cooperativas da região.

Na Coopercitrus, a queda foi de 40%.

Na Minasul, a queda foi de 10%.

Na Cabefe, que da de 44%.

Na Coopama, queda de 40%.


O produtor Luciano Paulo de Oliveira segurou algumas sacas do ano passado, achando que, em janeiro, o preço do café estaria melhor, mas perdeu dinheiro. “Está bem difícil, está muito difícil. Mas a gente tem que pagar conta, então tem que vender, né?”, diz.

Já o produtor Eder Giacchero aumentou a produção para este ano e pretende produzir 2,3 mil. Mas diz que a negociação vai acontecer no momento certo. “Investir em qualidade, investir em produtividade, tentar acertar o máximo possível na época, de que tenha um preço melhor na venda”, afirma.

Mas a expectativa para 2018 é de uma safra acima da média. “Há uma perspectiva do mercado de uma redução automática de preço. E logicamente que dentro da estratégia de cada tem segurar café, aguardando esses momentos melhores, mas vai concorrer diretamente com a entrada dessa safra grande que nós vamos ter esse ano”, ressalta Petrus.


Fonte: G1 TECNOLOGIA

















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