Postado em sexta-feira, 22 de dezembro de 2017 às 14:55

Economia de Pouso Alegre dobra de tamanho com crescimento de 110% em apenas 5 anos

Município ultrapassou Poços de Caldas e agora tem a maior economia do Sul de Minas, conforme últimos dados divulgados pelo IBGE.


Pouso Alegre (MG) ultrapassou Poços de Caldas (MG) no ranking de maior economia do Sul de Minas conforme os dados de 2015 divulgados na semana passada pelo IBGE. Em 5 anos, a economia da cidade dobrou, crescendo 110%. Mesmo assim, especialistas e moradores dizem que o município ainda tem um longo caminho para chegar a um desenvolvimento com sustentabilidade.

O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no município durante o período de 1 ano. Vai do pastelzinho de milho até um apartamento de luxo. Em 2010, o PIB de Pouso Alegre era de R$ 3,123 bilhões. Em cinco anos, o PIB cresceu para R$ 6,5 bilhões.

A produção per capita passou de R$ 23.915,64 em 2010 para R$ 45.564,24 em 2015, uma alta de 90%. Um dos fatores que influencia no cálculo é o consumo da população. Se gasta mais, o PIB cresce. Se gasta menos, o PIB cai. Investimentos como o das empresas também influenciam. Quando elas contratam ou expandem, movimentam a economia.

"Os últimos 3, 4 anos, em razão de uma política municipal bem focada em atrair para cá grandes empresas tanto no setor industrial, quanto no setor de serviços, o PIB deu uma subida impressionante", disse o historiador Isaías Pascoal.


Mas na prática, um PIB maior não significa que os municípios estão mais desenvolvidos. Se o crescimento não acontece com sustentabilidade, os problemas simplesmente não desaparecem. No bairro São Geraldo, por exemplo, moradores convivem com a falta de asfalto há 9 anos.

"Poeira, barro, a gente tem criança dentro de casa sofrendo com problema de saúde por causa da poeira", disse o mecânico Carlos Alexandre Claro.

Para os moradores, o crescimento faz surgir novas necessidades. "Deveria aproveitar isso na área de saúde, educação, vias públicas", disse o encarregado de construção civil, Edson Rocha.

Segundo o secretário de Desenvolvimento, o PIB da cidade pode cair um pouco devido à crise. Ele fala que algumas necessidades já fazem parte do plano diretor, mas que não dá para fazer tudo de uma vez.

"É como qualquer empresa faz. A empresa investe para crescer, aumentar a sua produção na hora que ela tem demanda, ela não investe porque acha que vai ter demanda, essa é a situação do município", disse o secretário de Desenvolvimento, Dino Francescato.

Mas, para o historiador, este é o momento de repensar o crescimento da cidade, para que lá na frente os problemas não apareçam.

"É preciso ter, uma primeira coisa fundamental, um plano diretor bem pensado, bem racional para a cidade. Não tem que pensar agora, tem que pensar para daqui a três, quatro décadas", completou o historiador.

Segundo a prefeitura, cerca de cinco ou seis ruas e a Praça do Campo do Cavalo vão passar por revitalização e serão pavimentadas. A obra deverá ser concluída no ano que vem. Sobre o transporte público, a prefeitura afirmou que fiscaliza o serviço prestado pela empresa Princesa do Sul, baseada no contrato e na lei municipal que regulamenta a atuação da empresa.



Fonte: G1 Sul de Minas