Postado em sexta-feira, 17 de novembro de 2017 às 08:11

Oferta de café robusta do Brasil é considerada "normal" pela 1ª vez no ano, diz Abic



A oferta de café robusta para a indústria brasileira foi considerada como "normal" pela primeira vez em 2017, evidenciando uma recuperação na safra nacional da variedade após perdas em colheitas recentes por causa da seca, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) divulgados nesta quinta-feira (16).

Entre 6 e 10 de novembro, o Índice de Oferta de Café para a Indústria (IOCI), medido pela entidade, atingiu 7,77 pontos, acima da marca de 7 pontos, a partir da qual o suprimento é considerado normal. O índice vai de 1 a 9 e, quanto maior, melhor a disponibilidade do produto.

"A explicação (para a melhora no IOCI) é que a colheita de conilon (robusta) e de arábica terminou e há café suficiente no mercado. Os preços estão estáveis, o que diminui a pressão compradora", afirmou à Reuters o diretor-executivo da Abic, Nathan Herszkowicz, por e-mail.



Anteriormente, o IOCI do café robusta, usado pela indústria para o "blend" com o arábica, vinha registrando notas abaixo de 7 pontos, mostrando uma oferta seletiva da variedade. Esse tipo de café também é utilizado para a produção de solúvel.

Na virada de 2016 para 2017, ainda na esteira da seca que derrubou a safra no Espírito Santo, maior produtor nacional de robusta, o IOCI da variedade bateu em quase 2 pontos, indicando oferta crítica.

Essa situação levou a indústria local a reiterar pedidos de liberação de importação de café verde naquela época, o que acabou não ocorrendo.

Ao longo de 2017, porém, a produção de conilon marcou uma recuperação, e os produtores se mostraram mais dispostos em comercializar, ao contrário dos cafeicultores de arábica.

Pelas projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Brasil deverá produzir neste ano 10,7 milhões de sacas de robusta, expressiva alta de 34% na comparação com as 8 milhões de 2016.

Com efeito, a alta no IOCI do robusta se refletiu também no indicador geral da Abic, que considera tanto o conilon quanto o arábica.

Entre 6 e 10 de novembro, o IOCI geral marcou 6,26 pontos, ainda indicando oferta seletiva, mas próximo do nível de suprimento normal.

Fonte: G1 AGRO

















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