Postado em sexta-feira, 27 de outubro de 2017 às 10:28

Conheça cinco projetos criados no Sul de MG que podem facilitar a vida nos próximos anos.

Mais de 60 projetos foram apresentados nos primeiros dias da Fetin, Feira Tecnológica do Inatel, em Santa Rita do Sapucaí (MG), que está na 36ª edição. Desde o início do ano, os alunos trabalham em ideias baseadas em 17 metas da ONU (Organização das Nações Unidas), entre temas nas áreas de segurança, saúde, meio ambiente e cidades inteligentes.

Conheça cinco ideias selecionadas pelo G1 que prometem mudar a rotina das pessoas nos próximos anos.

Ter um mapa que mostra os problemas da cidade.


Quatro alunos desenvolveram um aplicativo semelhante aos que mostram o trânsito em tempo real, inclusive os acidentes. A diferença? Neste app, é possível cadastrar ocorrências policiais e problemas no dia-a-dia das cidades.


“Por exemplo, você viu um assalto na frente da faculdade. Você pode ligar no 190 ou fazer o cadastro da ocorrência. O fato cai direto no sistema da autoridade policial, que vai até o local verificar a denúncia. Aquela ocorrência fica registrada como um ponto marcado no mapa, o que vai mostrar à polícia e às pessoas quais lugares são mais perigosos”, explica o aluno Carlos Henrique Jacinto.

Outro exemplo dado pelo grupo é em casos de buracos na rua, calçadas quebradas, cano estourado ou qualquer problema que possa ser resolvido pela prefeitura ou órgãos responsáveis. “Cadastrar a foto do problema vai agilizar a solução”, apostam os criadores.

Acabar com as dúvidas na hora de abastecer.

O olho na bomba de gasolina para comprovar que a quantidade pedida ao frentista será colocada corretamente pode acabar. Um método usa duas hastes de cobre que são colocadas dentro do tanque. As hastes enviam informação ao dispositivo digital que informa, com precisão, quantos litros foram colocados no tanque.
“Além da quantidade, o sistema consegue identificar se a gasolina está adulterada, o que pode acabar com a desconfiança dos motoristas em alguns postos”, conta uma das pesquisadoras, Karina Andrade.

Ficar de olho nas crianças

Três alunos desenvolveram um sistema que promete diminuir os casos de sumiço de crianças ou até os de esquecimento de bebês dentro do carro.

Foi criada uma pulseira com preço mais acessível em relação às outras do mercado. Ela é colocada na criança e ligada a um aparelho sonoro. Os pais podem regular a distância que querem monitorar.

“Por exemplo, se os pais configuraram para 10 metros, assim que a criança se afasta, o aparelho apita”, explica Wander Fonseca da Silva Junior.

O melhor? Não precisa de sinal de internet, funciona em lugares remotos e gasta pouca bateria.

Respirar melhor com o fim da poluição das indústrias.

Um dos grupos apresentou pesquisas que mostram que a maior parte da população mundial vive em lugares com pouca qualidade do ar. Segundo o grupo, a poluição causa mais de 6,5 milhões de mortes por ano por problemas respiratórios.

Para solucionar o problema, foi criado um sistema que seria colocado na chaminé das indústrias. Ao invés de ir para a atmosfera, o ar entraria no sistema onde microalgas neutralizariam o CO2.

“Estas microalgas, reproduzidas em laboratório, têm maior capacidade de fotossíntese que as árvores”, conta a estudante Ingrid Alves.

O sistema poderia ser monitorado online, de qualquer lugar do mundo.

Ouvir seus e-mails de qualquer lugar.

O aplicativo criado por Lucas Feroldi Pereira e seus colegas de grupo quer facilitar o acesso de deficientes visuais aos e-mails. “Queremos mostrar que é possível integrar o deficiente visual ao ambiente de trabalho, ele precisa ser um profissional como qualquer um de nós”.

Quando uma nova mensagem chegar, um sinal sonoro avisa o usuário que pode ouvir na íntegra, desde o nome do remente, até todo o conteúdo da mensagem.

“O mais interessante é que, além de quem não enxerga, o app pode ajudar outras pessoas em situações comuns. Quando você está dirigindo, por exemplo, e quer ouvir um e-mail importante, você não precisa correr riscos e abrir sua caixa de entrada. É só ouvir”.

 

Fonte: G1 Sul de Minas

















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