Postado em sexta-feira, 27 de outubro de 2017 às 08:59

Cruzeiro prioriza atacante, define perfil e busca recurso para viabilizar contratação.

Embora ainda não tenha sido empossado presidente do Cruzeiro, Wagner Pires de Sá já colocou sua equipe de trabalho para monitorar o mercado de transferências de olho na próxima temporada. Homem forte do futebol a partir de janeiro, Itair Machado saiu dos primeiros encontros com Mano Menezes decidido a priorizar a contratação de um atacante “para resolver a vida do Cruzeiro”. Antes disso, porém, a nova direção pontua a necessidade de viabilizar, economicamente, o investimento num grande camisa 9.

“Eu faço muitos gols e sei contratar atacante. A torcida pode esperar, que já conversei com o Mano sobre isso, estamos batalhando financeiramente. Não adianta iludir o torcedor. Primeiro eu tenho que arrumar o dinheiro, porque o jogador tem para contratar. Me reuni essa semana com o Marco Antônio Lage (que será responsável pela comunicação, pelo marketing e comercial na nova gestão) para tentar viabilizar recursos. Queremos um atacante para resolver a vida do Cruzeiro. Qual o problema? Colocar a bola para dentro”, ressaltou Itair Machado ao Superesportes.

A característica do atacante que o Cruzeiro procura não foge muito ao perfil do tradicional camisa 9, embora Mano Menezes faça exigência de um jogador mais polivalente, que tenha competência para também sair da área. Em 2017, o clube abriu mão de Ramón Ábila, negociado com o Boca Juniors, da Argentina, depois de amargar a reserva no time celeste. Ele foi emprestado pelos xeneizes ao Huracán.

Se por uma via o Cruzeiro busca a contratação de um atacante, por outra ele pode se despedir de outro. Um clube mexicano fez uma consulta, que deverá virar proposta oficial nas próximas horas, pelo atacante Rafael Sobis. Conforme antecipou a reportagem, a oferta será de US$2 milhões (R$ 6,5 milhões) e será entregue ao presidente Gilvan de Pinho Tavares.

Rafael Sobis não vive bom momento no Cruzeiro. Embora ocupe o posto de artilheiro do time em 2017, com 16 gols em 49 jogos, e tenha sido artilheiro do elenco na conquista da Copa do Brasil (5 gols), Sobis é alvo constante de críticas da torcida. Mesmo atuando com frequência, ele ficou por 17 partidas sem balançar a rede e em algumas apresentações nem sequer chutou a gol.


Ricardo Oliveira foi elogiado pela diretoria, mas não faz parte dos planos do clube para 2018
 

Ricardo Oliveira

Divulgação/Santos Ricardo Oliveira foi elogiado pela diretoria, mas não faz parte dos planos do clube para 2018
Itair Machado e Mano Menezes já comentaram nomes. Um deles, o do atacante Ricardo Oliveira, do Santos. Essa informação foi antecipada pelo blog Toque Di Letra, do Portal Uai, e confirmada à reportagem pelo novo homem forte do futebol do Cruzeiro.

“Ricardo Oliveira seria o jogador ideal para o Cruzeiro se tivesse três, quatro anos a menos. Mas, nesse momento, pela idade, ele não está nos planos do Cruzeiro. Eu conversei sobre ele com o Mano. A gente não quer entrar muito em detalhe sobre jogadores de fora do grupo para vir, porque ainda estamos no Brasileiro, acreditamos que dá para beliscar um vice-campeonato. É possível, tem uma premiação boa. Precisamos focar dentro do grupo”, pontuou.

Exemplos recentes

Na gestão de Gilvan de Pinho Tavares, o Cruzeiro sempre priorizou a busca por um atacante com características de jogar dentro da grande área. A reportagem do Superesportes relembra os principais nomes na lista abaixo:

Borges (2012): contratado ao Santos em julho de 2012, o atacante teve bom início na Toca II, marcando sete gols em 16 partidas no Brasileiro. Em 2013, foi referência no setor ofensivo e conquistou a artilharia do elenco campeão nacional (10 gols). Deixou o clube em dezembro de 2014, com 28 tentos em 75 apresentações.

Willian (2013): emprestado pelo Metalist da Ucrânia em julho de 2013, Willian marcou 15 gols em 61 jogos até ser adquirido em definitivo em julho de 2014 (3,5 milhões de euros). Com contrato longo, o "Bigode" virou xodó dos torcedores e foi peça importante no bicampeonato brasileiro. Entretanto, passou em branco em várias partidas de sua última temporada e acabou envolvido em troca com o Palmeiras por Robinho. Em três anos e meio de Cruzeiro, Willian fez 40 gols em 185 partidas.

Marcelo Moreno (2014): chegou ao Cruzeiro cedido pelo Grêmio por um ano. A contratação foi muito celebrada pelos torcedores, que nutriam carinho pelo boliviano em virtude da primeira passagem pela Toca II, entre 2007 e 2008. Moreno, por sua vez, retribuiu a confiança com muitos gols: foram 24 em 47 jogos. Ele dividiu com Ricardo Goulart a artilharia do grupo no Campeonato Brasileiro (15 gols cada). A Raposa, contudo, optou por não investir na compra dos direitos, já que o Grêmio exigiu mais de 6 milhões de euros para liberá-lo (quase R$ 20 milhões na cotação da época). Contando as duas passagens, o centroavante contabilizou 45 gols em 93 jogos e se tornou o maior artilheiro estrangeiro da história do clube.

Leandro Damião (2015): o substituto de Moreno no Cruzeiro foi Leandro Damião, que se destacara no Internacional, porém não repetira o sucesso pelo Santos. O início animador - 11 gols nos 15 primeiros jogos por competições - deu lugar a um número modesto de apenas sete tentos nas 41 apresentações restantes. A última impressão prevaleceu, e a diretoria não continuiu com o centroavante.

Henrique Dourado (2015): com 16 gols em 33 jogos pelo Palmeiras no Brasileiro de 2014, Henrique Dourado tinha expectativa de brigar por posição com Leandro Damião no Cruzeiro. O jogador, porém, acabou ofuscado pelo ótimo início do concorrente e disputou apenas 11 jogos, com um gol marcado. O contrato foi rescindido em julho daquele ano. Em 2017, Dourado contabiliza impressionantes 30 gols em 51 presenças a serviço do Fluminense.

Ramón Ábila (2016): tornou-se conhecido internacionalmente ao fazer muitos gols pelo Huracán na Copa Libertadores de 2014 e na Sul-Americana de 2015. Em junho de 2016, o Cruzeiro se propôs a pagar US$ 4,2 milhões de dólares por 50% dos direitos econômicos do jogador, com a garantia de que compraria a outra metade do "passe" ao término do segundo ano de contrato. Ábila até teve boa passagem pelo clube - 26 gols em 61 jogos - e caiu nas graças da torcida. Só que o investimento era demasiado alto para os cofres celestes, e a direção encontrou uma maneira de solucionar o impasse: liberou o atleta para o Boca Juniors, que, além de assumir as condições do negócio e enviar Messidoro como compensação, emprestou Wanchope ao próprio Huracán.

Sassá (2017): trocado pelo Botafogo por Marcos Vinícius, é o único jogador com características de centroavante do atual elenco. Contudo, está no departamento médico, pois passou por artroscopia para correção de uma lesão na cartilagem do joelho direito. Além disso, tem histórico complicado fora dos gramados desde o período no Rio de Janeiro. Ainda assim, Sassá tem números razoáveis pelo Cruzeiro: marcou sete gols (seis no Campeonato Brasileiro e um na Primeira Liga) em 17 jogos.

 

Fonte:Super Esportes

















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