Postado em quarta-feira, 4 de janeiro de 2017 às 13:54

Produtor do Sul de MG fecha 2016 com o café mais valioso do país

Empresa japonesa pagou R$ 90 mil por cinco sacas do produto. Fazenda de Santo Antônio do Amparo conseguiu valor em leilão no exterior.


Do G1 Sul de Minas

Uma fazenda do Sul de Minas bateu recorde com o maior preço de café já vendido na história do Brasil. Das 10 sacas levadas a um leilão internacional, cinco foram arrematadas por uma empresa japonesa, que pagou R$ 18 mil por cada uma delas, de 60 quilo. A fazenda onde nasceu essa riqueza fica em Santo Antônio do Amparo (MG), uma região onde a geografia e o clima ajudam muito.

"Boas condições de altitudes elevadas e relevo mais plano, proporcionando uma situação mais favorável para a produção de café", disse o gestor da cooperativa de cafés especiais, Fabrício Andrade.

A variedade premiada foi o "Catucaí Amarelo". Além da qualidade, a produção também teve quantidade. A lavoura produziu cerca de 65 sacas por hectare, mas só os melhores grãos foram colhidos numa colheita seletiva.

"A gente tinha aquele cuidado de levar no mesmo dia para o terreiro para não deixar passar da hora", disse o gerente da fazenda, Modesto de Castro.

Na fazenda, a planta recebe tratamento vip e o manejo é repleto de cuidados. "Nós conseguimos fazer um manejo diferenciado em termos de fertilidade para não deixar a lavoura desequilibrada", disse o engenheiro agrônomo Wesley de Castro.

Dedicação que se alia à tecnologia. Cinquenta dos 70 hectares da lavoura são irrigados, o que é uma garantia em tempos de clima instável. Cada detalhe faz a diferença e os tratos culturais vêm todos na medida certa.

O café natural recebeu 90,5 pontos no principal concurso do setor, promovido pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA). Este foi apenas o primeiro leilão internacional da fazenda e o segundo ano de produção de cafés especiais.

"É um café exótico, com notas de mel, erva doce, notas de acidez cítrica, frutas amarelas, é um café muito rico em aromas e sabores, que faz um diferencial", disse o degustador João Marcos Botelho.

A esperança agora é manter a mesma qualidade para 2017. "A gente vai tentar de novo este ano, ver se a gente consegue fazer mais", completou Modesto de Castro.

G1 Sul de Minas


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